Oferta de boas-vindas Angolana



Convidamos o Gelson e a sua família para vir almoçar cá a casa. Sendo tradição, foi-nos oferecido frutas e legumes, pela sua primeira vinda à nossa casa. Que conforto! :)

Pingo Doce, de novo



"Diz ao Pingo Doce e ao Feira Nova que não fiquem para trás
Sabias que o Pingo Doce afirma apoiar a preservação dos oceanos mas está em último lugar no ranking da Greenpeace que compara as políticas de compra de peixe dos supermercados portugueses?

Está na hora de
passar das palavras à acção! Noventa por cento dos grandes peixes predadores já foram pescados e é urgente adoptar políticas que protejam realmente os recursos marinhos do planeta!

Pergunta ao Pingo Doce e ao Feira Nova porque é que não apresentam uma política de peixe sustentável e pede que protejam os nossos oceanos agora!"


Por GreenPeace

Socorrismo



Estava a passar de carro e vejo um senhor deitado no chão, rodeado de pessoas. Por instinto, estacionei assim que pude e fui a correr até lá. "Boa tarde, posso ajudar?"

Não queria entrar a matar e fazer-me passar por quem não sou, porque a verdade é essa mesmo. No entanto, apercebi-me que ninguém por perto conseguia por termo à situação e disse "Eu sou socorrista" e subitamente senti o peito das pessoas a "respirar de alivio".

Aproximei-me e fiz o que tinha a fazer. "Senhor Mário não se preocupe que estou aqui para ajudá-lo". Pediu-me a mão e apertou-a com força, como que converte-se as palavras em mecânica e me fizesse compreender o que se passava.
Era diabético, entrou em choque e caiu no chão, e um enfarte passara-lhe pelo corpo recentemente.

Sinais vitais, pupilas e aparentes traumatismos - chega a ambulância e passo o testemunho. Que corra tudo pelo melhor!




Nunca mas nunca, senti tanto orgulho sem ser útil. Em sentir-me útil.

É isto que quero, tenho a certeza.

Gripe A, dos porcos, H1N1



Porque é que as pessoas querem desenfreadamente por a máscara na cara para não apanhar a gripe dos porcos, quando não usam preservativo e fazem morrer crianças todos os dias com SIDA?



Gostava também de felicitar a industria farmacêutica por tão célebre "empurradela" para nos tirar do fundo do poço. Agora que temos uma epidemia com que nos preocupar, já não é preciso dar atenção à crise económica! Não é bestial?

Realmente com casos verificados no México, é melhor aqui em Santa Iria a Junta de Freguesia começar a comprar máscaras porque realmente, acabei de tossir e se calhar estou doente.







Divisão

Da divisão surgimos nós. Começamos numa célula, que se divide. Essas por sua vez voltam-se a dividir e as descendentes novamente. A vida é feita de divisões... Porque pensas assim?

Eu divido-me entre ti e tu. Estive num plano paralelo entre o bem e mal, e o que surge? Surges tu, e a ti te referes, com maldade. Quem és afinal?

És o eu completo que de tudo fala mas que te exclui sempre a ti? Porque pensas assim?
Se quando temos fome partilhamos o pão que na mão tens, porque te custa tanto sentir divido?

Em mim nasce tanto amor por ti. És tu de quem gosto, é contigo que quero estar. Mas... Tu estás comigo agora, porquê criar problemas?


Adoro-te , e a pessoa que amo és tu.



:: Cria a tua baleia e envia-a sob a forma de protesto ::

Angola



Gostava de começar por definir a palavra "contrastes". Contraste, é uma espécie de comparação sem comparação. É uma tentativa de equiparar pólos opostos.
Depois de percebermos o que são contrastes, chegamos a Angola.

Tive a oportunidade de poder vestir a camisola do produtor antes de ler o guião do filme, que se previa que fosse de terror (mas toda a gente sabe que há filmes de terror que não são nada maus...). E foi assim.
À chegada a Angola esteve associada uma expectativa e curiosidade máxima. Eu própria não sabia se o que sentia era ansia ou medo, se bem que só temos medo quando ansiamos algo mau.

O mundo muda, os nossos olhos reviram e vêem algo que nunca pensaram vir a ver. Dos 12 dias em que lá estive, os 3 primeiros andei a bater com a cabeça nas paredes PORQUE: é desumano morar com 2 metros de lixo empilhado à porta de casa; é desumano fazer as necessidades na rua; é desumano não ter sequer passeio para andar na rua.
Em contrapartida, passamos a vida toda a estudar/trabalhar para poder passar as férias no sítio onde esta gente mora desde sempre. Água do mar quente, areia clara e sol o ano inteiro. Quem não queria? Bom peixe, boa comida. Aos bens materiais, ponho-lhes um STOP e deixamo-los em casa. A vida é muito mais saudável assim...

Mas, em todos as histórias há um "what if":
E se a o início de uma guerra perdida não tivesse começado?
E se o comunismo deve o braço à sanidade mental e tentasse passar uma borracha sobre "os direitos humanos by quem achamos que tem razão"?
E se nos pusemos na pele de quem vive com 1€ por dia, há... Desde que se lembra de ser gente?
Sei que a revolta que me por mim passou ao reflectir sobre tantas evidencias, é também um ponto de vista contraditório. Porque no início da pirâmide, existe uma característica peculiar que faz daquele povo, um tanto ou quanto comodista - a sobrevivência.

É sabido que a sobreexploração africana ultrapassou limites. Mas a meu ver, não vai ser fácil conseguir mudar tão depressa as futuras gerações...
Os slogans incentivam para gestos banais como: Lava as mãos antes de comer / não faça as necessidades na rua / ponha o lixo no contentor. Curto e objectivo, são as tentativas de melhorar a qualidade de vida.
No entanto, é com pena que tenho que admitir que: um povo que sempre foi obrigado a cumprir ordens, ser ele agora a ter que tomar iniciativas, é o inverso do que até agora era (quase) protocolo.

As pessoas vivem do mercado ambulante. É na rua que se faz dinheiro. É no trânsito que se ganha o dia. Tudo se vende na rua, tudo mesmo, mesmo TUDO! Com uma estimativa de 4 pessoas por metro quadrado, têm que se sobreviver, têm que se dar a volta der por onde der. É assim que vive. Se não tenho dinheiro para 2 jornais: compro um, leio-o e depois troco-o por quem tiver o outro que quero ler. "Qual é a dinâmica disto? Nenhuma."
Mas, atrás quando falei em contraste, há que reter que pessoas passam mal, mas lá também há quem passe melhor do que eu neste momento. Ou se é pobre ou se é rico, muito rico. Hierarquização económica não existe. Há 2 extremos e só isso. Ou se vive bem ou se faz por conseguir viver só mais hoje.
A vida é cara, eles são muitos, mas os produtos "gourmet" acabam. E é a peixeira que trabalha na rua que vai largar a banca para os ir comprar? Não me parece...

Aprendi e cresci, tenho a certeza. Lá aprende-se a viver e sobretudo a sobreviver.


Em Agosto, continua...

Dia da Terra - GreenPeace

"BLÁ, BLÁ, BLÁ..."

"A nova namorada do Ronaldo está por todo
o lado em fotografias semi-nua."
"Fazem um casalinho complementar:
enquanto ele veste a camisola para se exibir, ela despe-a."
(ih ih ih)
(como eu adoro isto...)
Bom resto de semana e o carnaval - venha ele!

PARABÉNS MONOPOLY

Parabéns a você, Sr Charles Darrow que em 1933 começou a fazer os primeiros jogos Monopoly!

Quem é que ainda não jogou? Fogo, é começar a contar as noitadas...


Faz 75 anos desde a sua primeira edição. Estimasse que já foram vendidos mais de 250 milhões em todo o mundo e que 750 milhões de pessoas já o jogaram. Agora façam as contas de quantas casas e hóteis já não foram vendidos (ah ah).


Curiosa foi também a publicação de Alan Axelrod, em 2002 intitulada de "Everything I know about business I learned from Monopoly", mas mais curioso ainda é a versão mais cara de um dos jogos mais populares de sempre - versão com rubis, safiras, ouro e diamantes, avaliada em 1.3 milhões de euros!


Há também que tente bater records com o jogo mais longo numa casa da árvore, debaixo da terra, numa banheira ou de pernas para o ar.




Queria atribuir uma medalha de ouro à revista Sábado por me acompanhar durante as manhãs de 6ª-feira.

Buen 2009

Pois bem, aqui nos encontramos novamente para mais um ano (e eu e a minha pontualidade com sempre no auge - já vou um bocadinho atrasada, todos sabemos)!
Com tanta coisa interessante se faz por aí hoje em dia, peguei no meu pc, sentei-me no sol do quarto, com o solinho a bater-me na cara e de janela aberta - vamos actualizar isto por aqui.
Revelar as novidades não é coisa preferencial porque pouco se passa aqui, não lá fora. Mas como mundo é de todos, decidi partilhar pequenas coisas.

Hoje na camionete, senta-se um senhor de meia idade ao meu lado e que me pergunta as horas "são 10h" "muito obrigado menina. Sabe, é que eu vou ter agora uma aula de xadrez e não queria chegar atrasado, mas veja bem, com aquela pressa matinal, nem reparei que me tinha parado o relógio!". Eu sorrio e o senhor sorri também. Passados alguns momentos, o senhor inicio novamente o seu discurso "sabe, graças a Deus que ainda há pessoas boas neste país" "pois é, tem toda a razão" "eu estou inscrito num programa para a 3ª terceira, temos montes de disciplinas, espanhol, educação física, xadrez. Sabe, nunca é demais adquirir conhecimentos..." "Ai sim? conte-me mais..." E foi assim até ao Oriente. "Então pronto menina, olhe tenha um dia bom", e não é que tive mesmo?

Juntos ou separados?



Quando a coisa mais simples parece dispensável, apercebemo-nos que fazia parte de um todo mais complexo que a razão da sua própria origem.

Consciencibilizados ou não?

"Olá

Antes de mais, gostava de felicitar os coordenares do site - têm desempenhado um excelente trabalho! Sou nova por estas bandas e por isso a marca começa aqui.


Bom, na minha opinião existem várias condicionantes nessa questão.
É certo que os ofícios tradicionais e que já vêm dos primórdios da nossa civilização, estão intimamente ligado às nossas necessidades, como a pesca.
É claro que um pescadar, tradicional ou não, pode ter presente as implicações da sua actividade nos oceanos. E estou certa que grande parte sim. O problema é que vivem disso e isso é o que realmente importa, a seu ver.


Acho que grande parte da nossa luta deverá ser não só em informar e divulgar como também expor soluções práticas e rentáveis. Apesar de ser muito difícil, penso que reunindo algumas ideias se descobre a chave do cofre! Há que saber ver às pessoas o lado bom da mudança e da adaptação à irritabilidade do meio que nos rodeia.

É com muita pena minha que vejo os nossos oceanos a deixarem-se correr pelo rio sem aproveitamento, mas temos que unir forças para fazer com que os papeis se invertam.
Deixo aqui a minha palavra em como estou disposta a ajudar no que puder. Frequento o vosso site regularmente e tenho feito apelos aos meus amigos e familiares para todas as questões.


Mafalda"

A Mafalda tem 1 ano

A Mafalda manda dar os parabéns ao blog, pelo seu 1ª aniversário.
Então a Mafalda, só faz o que lhe mandam.

Ela&Ele - A viagem 3/3

Ela estava sentada no muro, com o vento quente a bater-lhe na cara: “como me sentia aliviada”.
Decidira ficar em casa de uma tia que pertencia a uma geração muito atrás da sua. Leite e queijo do mais são que pode haver, faziam-lhe as delícias dos seus olhos, e da sua barriga também, porque andara durante dois dias a subir o país à boleia.
A contracção de todos os músculos faciais resultam no maior sorriso que a face humana consegue exprimir e foi esse o gesto que se verificou após terminar a chamada com ele.
Ele. Ele retirou todo o peso dos ombros que a faziam encurvar quando os momentos de calma a evadiam. Problemas nas comunicações impediram que comunicassem durante três dias. Ela desesperára e ele também. Ele estava fora e ela também, mas cá dentro.

Ele: “Mas o que se passou? Podes-me explicar?”
Ela: “Desculpa, não percebo porquê mas não tenho conseguido telefonar-te e olha que não foi falta de tentativas.”
Ele: “Sim mas eu já não tinha notícias tuas à três dias! Estás fora e sozinha, como é que queres que me sinta? Estou preocupado.”
Ela: “Eu sei querido, vou passar a ter mais atenção quanto à rede no telemóvel, o que é difícil. Mas sabes, eu não estou literalmente sozinha. Vim para casa de uma tia.”
Ele: “Acho muito bem, mas vê lá não me mates de coração que eu ainda te quero abraçar quando voltar de férias! Ah ah.“
Ela: “Não sejas tolo! Vá, olha, já estão a passar os dez minutos.”
Ele: “Tens razão. Pronto então, amanhã à noite voltamos a falar, ok? Sabes o que sinto por ti, não sabes? Olha, nunca te esqueças que o coração não guarda segredos.”
Ela: “Eu sei meu amor, e podes apostar que és tu a base da minha pirâmide. Até amanhã.”

Ao desligar da chamada esteve associado o tal movimento facial acima descrito, e só ele a punha assim. Tratava-se de um rodopio de emoções no qual a saudade comandava a marcha.
Há coisas que a puseram a pensar e repensar e foram sem dúvida o motivo da sua viagem. Ela estava numa fase da sua vida em que tinha que escolher entre o amor pelas coisas e as coisas com amor. Seguir o sonho da sua vida ou optar por uma vida sem sonhos. Ele fora aquele que a ajudou a por as cartas na mesa e a decidir o que seria melhor, porque na verdade, hipóteses não faltavam, o problema é decidir qual delas a melhor. E como ninguém pode decidir por ela, partiu para a aventura e para meditar sobre o assunto. Ela agradece-lhe pelo trabalho por ele prestado e que foi desempenhado como ela nunca pensou que fosse possível.

Ela agradece-lhe com amor, olhando-o nos olhos, abraçando-o, onde excitada e calorosamente o beija.

Ela&Ele - A viagem 2/3

Primeiro dia na terra, terra que viu crescer quem a fez crescer a ela. Este foi o local se se cruzou com o céu destino, onde o céu era tão límpido que a lua parecia maior e, não menosprezendo, o sol que decerto iluminava com maior atenção o caminho dos que, como ela, não sabiam qual percorrer. O cheiro da terra, dos animais, das coisas, faziam-lhe lembrar o quanto bons tempos ali foram passados. E momentos de alegria, com muito amor e sinceridade (que era o seu maior interesse nas pessoas). Como ela gostava daquilo...
A mochila estava cheia, mas o que nunca caía no esquecimento em circunstância alguma era não trazer o seu “diário de bordo”. Como o seu destino decerto lhe oferecia um tecto para a cobrir, decidiu trazer também o seu computador, que estando na mala lhe fazia endireitar as costas de tal modo que, quem não soubesse, retia como sua postura uma erguida e confiante. E como cada vez que fazia a mala, partia para a aventura, tudo o que fosse interpretações por terceiros lhe era alheio, “confesso que me aproveitava da situação”.
Trazia 2€ no bolso. Optou por um pão com chouriço e um batido de manga à beira rio. Eram 16h e faziam 36ºC ao sol. Sentou-se num relvado, debaixo de uma árvore, tirou o seu diário de bordo e, para registar o momento, desenhou-o, tendo em conta todos os truques e dicas dados pela sua mãe (que certamente se questionava “onde raio é que eu me encontrava”). Que bem que ela se sentia. O traço do seu lápis percorria o papel tão subtilmente como o de uma criança a desenhar um prenda de natal, cuja inspiração era tão ou mais sincera do que a dela. O planar dos pássaros rasavam-lhe a cabeça mas nada quebrava o bloco de tempo que a cobria. No entanto, pouco antes de terminar a projecção, encostou a cabeça na mochila que no chão se encontrava, e fechou os olhos.

Já dizia o poeta: “o sonho comanda a vida”, e como ela não tinha o leme do barco, usou o motor para ajudá-la a chegar ao destino.

Ela&Ele - A viagem 1/3

Duas longas e pesadas semanas passavam-lhe entre os dedos. Ela, sem força alguma, dava por si sentada a olhar para o horizonte, porque a sua janela assim lhe permitia. Recados e amparos, sustentavam a vida local que era agora a sua. Sem conhecidos por perto, o desconhecido dava-lhe os bons dias: "Como está senhora?" "Bem (desorientada)". Isto fora sem dúvida um grande desafio...

Caiu a noite. Liga a tv, vai passando os canais sem encontrar interesse em algum. Ultimamente tudo assim o era: desinteressante. Ela então decide que precisava de mudar. Pegou na mala, colocou alguma roupa e nas suas ecónomias. Antes de sair, pegou na foto que reunia a sua família, mas não a levou. Tirou-a da moldura, aquela moldura que lhe foi oferecida nos seus anos. Dobrou-se e colocou-a debaixo do tapete do seu quarto, para que todos soubessem que eles são o que a faz caminhar e nunca desistir. Próxima paragem: a aventura...







(continua)

Ele&Ela - noite de gala

Era a noite de gala. Ela passara mais de duas horas a prepara-se para a grande noite. Não é que a noite fosse assim tão grande, porque no fim ela percebeu que foi das noites mais curtas que alguma vez vivera.
O som do badalar do relógio da sua sala penetrava nos seus ouvidos com irritação. No entanto, os seus ponteiros pareciam gélidos. Sentou-se e aguardou, para que a viessem buscar...
Entretanto ela ouve a campainha, era ele. O coração pula mais alto do que a própria alma e juntos, erguem o corpo que, invadido de euforia, corre para a porta para o receber.
Ansiosa aguarda à sua espera. Com muita pena sua, mas não desgostosa, era uma das suas amigas que a viera buscar. Juntas vão então para o baile.
Ao chegarem, o seu olhar desprendido de razão, procura-o fugazmente no meio da multidão. Perdida e encontrada, o seu olhar percorre o salão onde se concentravam todos os convidados. Subitamente ela recebe um chamada de que algo correra mal. A sua mala cai no chão e os seus olhos ficam secos, olham o chão que parecia desvanecido... No espaço de dois segundos cai uma lágrima que ao contrário de doce, lhe ardia ao escorrer pela cara... Por alguma razão ele não pôde vir. Ela planeara tudo com tanto cuidado, o seu vestido era da cor da sua gravata, o seu bâton era do tom que ele mais gostava. O cabelo estava como ambos tinham idealizado. Era perfeito. Era a noite perfeita...
No decorrer da noite, já ao jantar, em redor dos seus amigos, o seu dedo percorria o delinear do topo do copo, fazendo círculos sem fim. A quando lhe era dirigida a palavra, sorria sem sentir, respondendo que estava tudo bem. Mas todos sabiam que assim o não era.
Começa a tocar a música e ela sentada na sua mesa, pede um café e revê as fotos que durante a noite se foram tirando. Tanta alegria que paraiva no ar. Era o fim de três anos de muitas emoções e aquela noite, não poderia destoar. Amigos e inimigos dançavam ao som da música latina e africana que animava o ambiente. Menos o dela que, rodeada de gente, se sentia completamente sozinha.
O ambiente continuava animado, alguns cansados sentavam-se, outros trocavam lembretes e risadas. Mas, sem qualquer indício de proximidade, ela sente qualquer coisa. Sente que alguma coisa se vai passar, sente que alguém se está a aproximar. Mas, nada disto a faz levantar e caminhar em direcção ao rodopio de emoções alegres que à sua frente se encontrava... Farta de estar sentada em redor da sua mesa, levanta-se e vai em direcção à piscina. Que silêncio, que tranquilidade.
Cansada, descalça os sapatos e senta-se à beira da piscina. Sozinha, fecha os olhos e respira fundo, respira para não chorar. Dez minutos passaram quando sente alguém aproximar-se. Mas alguém que certamente, não viria na sua direcção, segundo ela... Mas, é aí que ela sente a briza de um perfume. Mas não era de um perfume qualquer.
Mais do que o cheiro de um perfume, era agora a agitação que o portador lhe causava, que ela sentia.
Desconfiada, começa por calçar os sapatos - já eram pressentimentos a mais -, queria-se ir embora. Mas, uma mão reconfortante pousa nas suas costas e ela pára. Imóvel e sem reacção, essa mão percorre as suas costas até à sua cara, com tanta sensualidade que a esse caminho estava associado um arrepio frio, escaldante. Ao parar na sua cara, os seus olhos fecham e a sua boca beija a mão, que lhe aqueceu o corpo num só toque. Não era ele, era o outro. Aquele que lhe enche o coração de coisas boas, quando as más aparecem e ele não é capaz de a ajudar. As suas mãos vão então ao encontro das dele, que gélidas, aquecem o coração do homem que lhe salvou a noite. E que a tem salvado a ela também. Ela vira-se e olha-o. De alto a baixo, sem palavras. Vira-se novamente, e ele abraça-a ainda mais... Encostando a sua cara ao pescoço dela, sussurra frases e carinhos, que a fazem sorrir, como sempre. Só ele tem aquela proeza... Foi tudo tão perfeito, mais perfeito que o ser contrário de imperfeito. Que o contrário de tudo o que é mau. De tudo o que lhe faz mal...
Ela vira-se e de olhos fechados, beija-o. Ela beijo-a quase sem mexer os lábios, que molhados das lágrimas que lhe escorriam o rosto não se queriam desprender dos dele. Ele abraça-a e chora também. Aquele foi dos momentos mais lindos que ela, na sua curta vida, alguma vez vivera.
Ele aconchega a sua cara à dela, que doce, mais doce que o próprio açúcar, mais ainda que o seu amor, lhe diz:

"Hoje é o dia."











(Ao meu amor, ao meu namorado, que me aquece quando gélido se encontra o meu coração. Obrigada por estares comigo, quando mais ninguém está. Mais que meu amor, és meu irmão porque pessoas como tu, são da família.)

Ela&Ele

Ele sai do quarto e pergunta-lhe se ela acha que está correcto. Ela discorda, dizendo que já fez de tudo e, sentindo-se impotente, jura que pensa no assunto todos os dias, é que já não consegue sair do ciclo vicioso em que se encontra. Ele não a olha na cara, como se os seus olhos fossem incapazes de o fazer. Surgem então compassos de espera, onde paira no ar a pior sensação que ela alguma vez temeu.
Ele então dá o primeiro passo e inicia o discurso que ela prevera, mas que não queria ouvir. Os olhos brilham, e ela sente o coração a gelar, sente fúria e medo, principalmente medo. Ela sabe que precisa de estabilidade, mas aquilo foi a gota de água. A gota que completa o pior do fundo dos oceanos, o mais obscuro, o pior lado do amor.
Ela pede-lhe perdão. Gelam-lhe as mãos, que suadas deslizam nas suas pernas à procura de conforto. Ele repete o que anteriormente disse, que já foi dito nas vezes anteriores, e que voltará a ser se isto se passar novamente. Ela tenta explicar que não consegue arranjar soluções. Ele ouve, e sem reacção diz “tudo bem”. Como se aquele “tudo bem” tivesse associado a 1000 espadas que foram espetadas no peito dela, deixando destroçada toda a alegria que ainda restava. Ele tinha razão, e ela sabia que ele a tinha. Ela tenta explicar que não tem culpa, e ele sabe que ela diz a verdade, mas não consegue aceitar. Largos minutos conversaram, até que ele se despede e sai.

Ela chora, e grita, e cai no chão como uma folha no Outono, só que sem planar. Cai dura e sem apoio. Cai triste e desamparada. Ela acabou de deixar partir, o que fazia com que as suas quedas não tivessem impacto em circunstância alguma. Ela ama, e ama com tudo o que tem e não tem. Ela adora, e chora ainda mais. Ela suplica e pede ajuda. O seu rosto molhado já não consegue sorrir, não tem vontade.

Ela é ele. Sem ele, ela não é nada.






...

Equipa Hoyt


Rick Hoyt (filho) é paraplégico de nascença, e aos 12 anos, quando começou a usar o seu primeiro computador adaptado, a primeira palavra que proferiu foi uma saudação a uma equipa desportiva. Foi aí que tudo começou...
A partir de então, Dick Hoyt (pai), carrega o filho em diversas provas de triatlo.
A "Equipa Royt" constitui, talvez, a maior relação de amor de um pai para um filho, que eu alguma vez conheci.

Depois disto, há coisa que fazem todo o sentido.
Um viva ao amor e força de vontade.


http://www.youtube.com/watch?v=1pwEcE73_J8

Stephen Wiltshire

"Ele decora cidades inteiras. Aos 3 anos desenhava animais, estradas e edifícios. Aos 8 anos vendeu o primeiro trabalho. A doença permite-lhe reproduzir cidades como se fossem fotografias e é assim que ganha a vida."


Stephen Wiltshire tem autismo savant (sábio). O raro distúrbio neurológico resultou num talento incrível para o desenho. Para terem uma noção, a este rapaz de 33 anos, bastou-lhe um passeio de 5min para desenhar Londres num painel de 4 metros, sem qualquer suporte fotográfico (mas que rica memória!). Pelo que estive a pesquisar, a rapidez com que reproduz os seus trabalhos, deve-se a uma rara mistura dos sentidos à qual se designa por sinestesia, que torna extremamente rápidos o raciocínio e a memorização. Ao ponto de ser difícil acompanhar o seu trabalho, quanto tanto li.

Se tiverem oportunidade façam uma pesquisa fotográfica sobre ele, vão delirar!



Mafalda.

Cidade ecológica


"Depois de inaugurar uma loja de produtos ecológicos, o príncipe Carlos desenhou uma cidade ecológica, que se chamará Sherford. Será construída em Devon, no Sudoeste de Inglaterra, inspirada no estilo georgiano, para 12 mil habitantes. Nesta cidade verdadeira, as bicicletas terão prioridade e os carros terão a circulação limitada. Segundo o diário The Guardian, as licenças estão todas aprovadas e a construção arranca dentro de dias." - In SÁBADO.


Desta é que vocês não sabiam...
Quem diria!



Há pouco tempo senti na pele é que é ser impotente. Onde o meu ser deixou de o ser, e passou a ser outro. Isto há coisas... Gostava que o amor fosse como a lei da inércia, ou como a receita do bolo de chocolate: tu aprendes e pronto, é isso. Podes por em causa, mas sabes que serás a mesma. Gostava de me por em causa também, mas que a causa mesmo sendo minha e o ser pensante fosse outro...

Vida



O Amor é em mim talvez tudo aquilo que me preenche.
Com isto quero dizer que o Amor preenche o que me falta.
Se tudo o que falta é o que não possuo, será que esse lugar vazio é suposto existir sempre?
Ao sentido de curiosidade e paixão, associamos a carência e afecto, que para mim até à uns meses não me diziam nada...
Agora, o sentir o cheiro perto de mim, o encostar a cara num peito do tamanho do mundo, o meu corpo centra-se num ponto perdido e encontrado, no meio de todos aqueles que constituem o nosso universo. Que são basicamente nada, e ao mesmo tempo tudo, porque se não fosse ele, nada do resto existiria.
Posso concluir agora que se cada o Homem foi feito sem espaços em branco, Amar faz parte dele também.

Hoje eu Amo com tudo o que tenho e que não tenho.
Não vejo em mim espaços em branco, antes pelo contrário, vejo o meu espaço, o meu universo a expandir-se e a unir todos os pontos, que dele fazem parte.



Amo-te Gonçalo.


Obrigada.

Trabalhos Manuais











O hobbie herdado da Avó e trabalhado pela Mãe.
Desde pulseiras, a malas , a bolsas, brincos, pregadeiras, porta-chaves, telas, entre outros...

Mimos aos amigos

Mariquices
minhas♥

LIFE IS MORE THAN HOW TO LIVE TODAY IS LEARN HOW TO LIVE FOREVER






Boa noite a todos os leitores.

À partida não acharás interessante ler esta coisa tão grande, ou muito menos saber do que se trata esta mensagem, mas garanto-te que 80% da população pensa o mesmo que tu. Hoje depois do jantar decidi sensibilizar a minha família para a problemática do Aquecimento Global. E sim, COM MAIÚSCULAS, pois é uma questão tão ou mais importante como o cancro. E podem querer que toda a minha família colaborou, de modo que se eles aderiram, porque não fazeres o mesmo? Posso começar por lançar um desafio: Amanhã chega à tua sala e pede para levantar o braço, o número de pessoas que fazem a reciclagem. Em princípio, e atendendo à divulgação de informação, em 20 pessoas, deves ter uma média de 7-9 pessoas. Depois realiza uma segunda questão: Quantas pessoas gostariam de continuar a viver? É claro que vais ter maioria absoluta. E era aqui que eu queria chegar... Eu pertenço a uma associação relacionada com a causa e por isso é meu dever, não só como membro mas como habitante, divulgar ao mundo, ou apenas aos meus conhecidos, que a nossa vida SÓ depende de nós. Se quiseres, pergunta a turma se preferem viver mais 50 anos, ou dar a oportunidade aos seus filhos e netos terem uma vida como a tua, tão longa? Como sabes hoje em dia só temos UMA estação - Verão - como alguma precipitação derivada de correntes do ártico que passam pela nossa península. Também só temos mais 30 anos de uso (fácil) a petróleo e que a água potável para lá caminha. Mas, se há coisa que eu não sou é dramática, porque se eu fosse aqui fazer uma lista de todo aquilo que já se começou a degradar, podiam fechar já a janela, não haveria paciência para o ler. Com este discurso pretendo sensibilizá-los para a questão e não fazer apagar a chama que se certeza que já foi acesa. Informem-se, mexam-se. Contribuam para esta causa, a causa da nossa vida. Não custa apagar as luzes, não custa não usar sprays, não custa poupar água, não custa querer viver por muito tempo. Nós e toda a vida que há na Terra, porque nem tudo o que não fala, não se manifesta - a NATUREZA.

A todos os que leram, obrigado. :)

Beijinhos
Mafalda*