
Estava a passar de carro e vejo um senhor deitado no chão, rodeado de pessoas. Por instinto, estacionei assim que pude e fui a correr até lá. "Boa tarde, posso ajudar?"
Não queria entrar a matar e fazer-me passar por quem não sou, porque a verdade é essa mesmo. No entanto, apercebi-me que ninguém por perto conseguia por termo à situação e disse "Eu sou socorrista" e subitamente senti o peito das pessoas a "respirar de alivio".
Aproximei-me e fiz o que tinha a fazer. "Senhor Mário não se preocupe que estou aqui para ajudá-lo". Pediu-me a mão e apertou-a com força, como que converte-se as palavras em mecânica e me fizesse compreender o que se passava.
Era diabético, entrou em choque e caiu no chão, e um enfarte passara-lhe pelo corpo recentemente.
Era diabético, entrou em choque e caiu no chão, e um enfarte passara-lhe pelo corpo recentemente.
Sinais vitais, pupilas e aparentes traumatismos - chega a ambulância e passo o testemunho. Que corra tudo pelo melhor!
Nunca mas nunca, senti tanto orgulho sem ser útil. Em sentir-me útil.
É isto que quero, tenho a certeza.

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